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quinta-feira, 20 de março de 2008

A minha mulher é assim…

A minha mulher tem um grave problema com o sono, sempre que chega ás 20:30 desliga o seu departamento de… bem desliga-se quase por completo, deixa alguma memoria para se recordar de mim e da nossa filha e por vezes o caminho para o quarto, fora o mau feitio esse em alta, como?
Eu explico;
Por volta das 23:00 e picos, onde se deixou dormir como sempre no sofá ás 20:33, começo por acordar o bicho para o orientar até ao seu leito, e… passado 20 tentativas ou menos, a minha mulher activa aquela réstia de memoria, e aí surge um problema a cima descrito, a minha mulher fica possuída pelo espírito do Luis Pacheco, ou seja, provocadora e mentalizada do seu estado espírito contra tudo e todos, avança com o que parece ser uma agressão verbal, mas, como a dicção está enrolada na sua própria mente, torna-se difícil perceber o que diz, sei que me maltratou, mas…
Avançado, como um atleta que já correu 100km, descalço, e que bebeu umas tequilas de 2 em 2km, a minha mulher, levanta-se e move-se para o quarto.
Sem antes de orientar, aquela roupa que é para lavar, pôr o amaciador, ir á wc, ligar a tv do quarto e…
(. Quero acordá-la. E digo: «não me deixes morrer, não deixes…» Penso para comigo, repito para me convencer: «esta pequena mão, âncora de carne em vida, estas amarras suas veias artérias palpitantes, este peso dum corpo e este calor, não me deixarão partir ainda…» E aperto-lhe a mão com força, e acabo às vezes por adormecer assim, quase confiante, agarrado à sua vida. Ah, são as mulheres que nos prendem à terra, a velha terra-mãe, eu sei, eu sei ! São elas que nos salvam do silêncio implacável, do esquecimento definitivo, elas que nos transportam ao futuro, à imortalidade na espécie (nem teremos outra) pelo fruto bendito do seu ventre (eu sei, eu sei…) ”Excerto de ” Comunidade “, de Luiz Pacheco.)


Ela é linda…
E já lá vão 4 anos.

20 Março 2004, Cabo da Roca.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

TEMPO


O meu grande irmão/amigo YouGooooooo!!!, reflectiu sobre este paradigma o “Tempo” onde vou arranjar eu o “Tempo”.
No qual eu respondi á pressa porque não tinha o…“Tempo”, ai pois é, mas disse-lhe blá, blá, blá, sempre se arranja.
E por causa destas respostas á pressa e sem pensar muito na coisa, se perdem amizades, e vidas também, digo Vidas como e por exemplo eu tenho no caso do migo Socas que fecha as vários Serviços de Urgências, e depois é que param e pensam (com tempo);
- Epá!? E então toda logística de Ambulâncias e formação aos mal pagos dos Bombeiros Voluntários e coiso e tal.
É no que dá as pressas…
Mas neste caso até respondi uma coisa acertada (como podem ir lá ver);
“Tempo meu amigo é relativo, quando se quer alguma coisa, é como, e quando amas muito algo, e aqui arranjas sempre o "tempo" e aqui o tempo é como se diz; Vontade.”
E fiquei por aqui e fui á minha vida.
Mais vai daí o bicho arremata com a seguinte;
“Mas á sempre tempo para um amigo.”

E prontos com esta me fico e agora tenho de ir para Braga, mas não tarda muito, venho aqui falar de tudo com mais calma e com mais TEMPO.

Mas antes de mais fica aqui a parte pedagógica da coisa (powered by Wikipédia);
A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de
duração. Por influência de ideias supostamente desenvolvidas pela pedantia de Einstein (teoria da relatividade), tempo vem sendo considerado como uma quarta dimensão do contínuo espaço-tempo do Universo, que possui três dimensões espaciais e uma temporal.
Pode dizer-se que um
acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. Além disso, pode-se medir o quanto um acontecimento ocorre depois de outro. Esta resposta relativa ao quanto é a quantidade de tempo entre estes dois acontecimentos. A separação dos dois acontecimentos é um intervalo; a quantidade desse intervalo é a duração.
Uma forma de definir depois baseia-se na assumpção de
causalidade. O trabalho realizado pela humanidade para aumentar o conhecimento da natureza e das medições do tempo, através de trabalho destinado ao aperfeiçoamento de calendários e relógios, foi um importante motor das descobertas científicas.
As unidades de tempo mais usuais são o
dia, dividido em horas e estas, por sua vez, em minutos e estes em segundos. Os múltiplos do dia são a semana, o mês, o ano e este último pode agrupar-se em décadas, séculos e milênios.
Crianças de colo não têm a noção de tempo e adultos com certas doenças neurológicas e ou psiquiátricas podem perdê-la.

P.S. - Explica o porquê da minha filha se levantar ás 3:00 da matina com a excitação de um novo dia, já!
P.P.S - O porquê daquela foto? Porque mesmo em trabalho parei a apreciar um vaquedo que andava pelas zona do Couto-São-Miguel/Braga. Foto bonita não é? Por isso nesse dia almoçei um mal-passado.