Angola entra na minha vida assim sem me pedir autorização ou argumento para tal, isto porque, nunca escolhi amigos, na escola não tinha amigos, tinha colegas, os amigos eram lá da minha RUA, mas foi preciso um estrumo de um miúdo com os ténis cheios de atacadores e vestir calções no Inverno, despenteado e parvo proveniente de South África, para alterar a coisa.
Os anos passam e a cumplicidade era muita, de tal forma que por vezes não o podia ver á frente, e acontecimentos como;
• Canetas parkerers espetadas nas mãos.
• Paralíticas na perna que no dia seguinte metade da perna mudava de tonalidade para azul, lilás e etc…
• Jogos de Basket insanos.
• Borgas, borguinhas e … não me recordo.
• Não levar a mota, levar o carro porque está a chover mas no entanto o estúpido apanha-se-me uma que levaram o meu carro com ele inconsciente e EU ter que levar a mota do engrunho e molhar-me TODO.
• Picanços nas curvas do Cabo da Roca de não-sei-com-estou-vivo-hoje, e entrar na linha do eléctrico com a mota e etc’s!?
• Convites para ir uma feira de casamento.
• Deixar de falar á peça.
• Nascimento de filhas.
• Madrinhas e Padrinhos escolhidos.
• As filhas B. e C. são incrivelmente semelhantes aos meninos aqui mencionados na sua maneira de estar.
Enfim…
E vai daí,
Ai que tenho uma oportunidade em Angola,
Eu digo Aproveita,
E ele vai.
Deixando aqui a família.
Logo nós, “vamos tomando conta da coisa”, da família.
E a dor da saudade é minimizada com a presença delas, da minha 2ª filha a C. e da Cristina a gaija com quem insistiu em casar.
(Que é linda?! E bela Pessoa, daquelas pessoas que podes contar cegamente ou quase cegamente., ou seja
esta)
Era como se fosse, mas deixando aqui uma perninha.
E agora por defeito e por necessidade da Instituição Família, leva-me a mesma para Angola também!?
Olha lá amiguinho de merda e se fosses para o CARALHO, ah?

Boa sorte para vocês FAMILIA.
Nós cá vamos andando, como deus, quer, porque ele sabe destas coisas, olha o Tsunami em Sir Lanka.